No próximo dia 22 de maio, os indianos entram no Tempo da Meditação (Jyaistha), segundo o calendário deles. Nesse período, que dura um mês, é exaltado tudo relacionado à criação, em homenagem à mãe-terra, que simboliza o princípio. Para o povo de lá, colocar roupas verdes nessa época e buscar o contato com a natureza equilibra energias e fortalece as origens.
Por causa da diversidade de regiões e religiões, vigoravam 30 calendários na Índia. A Reforma Nacional do Calendário se deu em 1957, para a formalização deste que vigora hoje, composto por 12 meses. As festas religiosas e datas que regulam o comércio são determinadas pela Astronomia, seguindo as condições da Lua e do Sol.
Depois de favelas da cidade de São Paulo serem visitadas pelo governo indiano (como já citado aqui no Blog Balisun), agora foi a vez do Rio receber uma comitiva de representantes da Índia para levar ao oriente ideias inspiradas nas comunidades cariocas. Os governantes conheceram o Complexo do Alemão na última quarta-feira (09/05) e ficaram curiosos sobre o teleférico, em funcionamento há quase um ano.
Eles receberam informações sobre o sistema de proteção social básico à população. Estiveram por aqui o membro da Comissão de Planejamento da Índia, Arun Maira, e a pesquisadora sênior do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo do PNUD, Radhika Lal.
Os indianos Arun Maira e Radhika Lal no teleférico do Complexo do Alemão
O Dia das Mães está chegando, o friozinho também, e as echarpes estão em alta como dicas de moda e acessórios para presente. Dependendo das cores e da forma como são usadas, podem deixar o visual elegante ou despojado, agradando a todos os gostos e estilos.
Macios, charmosos e cobiçados, os lenços de pashimina são feitos com um tipo nobre de lã de uma cabra típica de regiões de grandes altitudes, como o Norte da Índia, o Himalaia, além do Nepal e Paquistão.
Esses animais produzem uma subcamada de lã na barriga e na garganta, como uma adaptação natural ao ambiente gelado, que os protege do frio e modera a perda de energia. É essa camada específica que proporciona a maciez e o toque fino ao tecido. O nome vem da palavra persa “pashm”, que significa esse tipo de lã especial.
A cabra-pashimina é tão valorizada que foi clonada pela primeira vez no mês passado por cientistas indianos, na Universidade de Sher-e-Kashmir de Ciências e Tecnologia Agrárias, em Alastang, no norte da Índia. A lã de alta qualidade que a espécie produz é cada vez mais valorizada no comércio mundial.
Já imaginou acariciar um tigre, que circula livremente a sua volta? O que parece absurdo acontece na Tailândia, na província de Kanchanaburi.
O santuário que abriga os animais foi fundado há 13 anos pelo monge budista Abad Chan, que recebeu o primeiro filhote, órfão devido à ação de caçadores.
Criados por monges desde o nascimento, os felinos foram adestrados para não serem agressivos.
Apesar do comportamento inofensivo dos tigres, tamanha proximidade com os selvagens é considerada por muitos uma atividade perigosa.
O fato é que a adrenalina do risco atrai turistas de todo o mundo, que voltam pra casa com uma fotografia sem igual, para exibir pelo resto da vida.
Enquanto a Copa na nossa casa não chega, fatos polêmicos ganham destaque nas Eliminatórias para o Mundial de 2014. Saiu esta semana o resultado de uma investigação da Fifa, que suspendeu e multou o treinador da seleção da Indonésia, por ter acusado um árbitro de suborno.
O motivo da acusação foi a sequência de condutas inusitadas que levaram a equipe indonésia a perder por 10 a 0 numa partida contra o Bahrein, um país do Golfo Pérsico, pelas Eliminatórias da Ásia em fevereiro. Durante o confronto, o juiz aplicou uma expulsão relâmpago ao goleiro indonésio, aos dois minutos do primeiro tempo! E mais: marcou quatro pênaltis a favor do Bahrein, que precisava vencer por mais de nove gols de diferença para seguir na disputa. A Fifa pelo visto achou tudo normal …
A Indonésia fica de fora da Copa, mas surpresa mesmo foi o Bahrein que, apesar da goleada, também perdeu a vaga no torneio, porque além de ter que vencer por mais de nove gols (o que conseguiu), dependia do resultado do jogo do Catar, que não o favoreceu na tabela.
“A verdade de si mesmo é a única que vale a pena ser buscada e conhecida. Realização não é nada a ser adquirido. Ela está sempre aí, mas obstruída por uma tela de pensamentos.”
Estas são palavras de Ramana Maharshi, “grande guru” indiano, lembrado neste 14 de abril, data de sua morte há 62 anos. Suas ideias voltadas ao conhecimento pessoal fizeram dele um dos maiores sábios da história da Índia.
De poucas palavras, dizia-se que sua presença irradiava paz. Maharshi permanecia em silêncio a maior parte do tempo, o que considerava fundamental para o entendimento interior. Mahatma Gandhi buscou seus conselhos à época da caminhada pela libertação da Índia.
O guru transmitia ensinamentos simples e ao mesmo tempo profundos, registrados por diversos autores, como nos livros “Dias de Grande Paz”, de Mouni Sadhu; “O Hinduísmo”, de Willian Stoddart; e “Ramana Maharshi e o Caminho do Autoconhecimento”, de Arthur Osborne.
Ramana Maharshi nasceu em uma família brâmane, a primeira casta da tradicional divisão da sociedade hinduísta. Apesar disso, decidiu viver em estado de desapego e alheio a todas as restrições da casta. Morreu de câncer em 1950.
A troca de experiências entre Brasil e Índia não para de crescer. Depois de recente visita da presidente Dilma Rousseff ao país, comentada aqui no blog, arquitetos indianos estiveram esta semana em terras tupiniquins para levar a Mumbai a organização das moradias de favelas. Eles visitaram a comunidade paulistana de Paraisópolis e gostaram de observar que os próprios moradores ajeitam suas casas.
Essa é uma forma mais eficaz do que destruir comunidades para erguer conjuntos habitacionais, segundo arquitetos e urbanistas do Institute of Urbanology, uma fundação de pesquisa em Urbanismo, sediada na Índia. As tentativas de construir habitações por lá resultaram em corrupção e estruturas inacabadas. Além disso, outras desvantagens são levantadas.
Dharavi - Mumbai - Índia
Estudos indianos mostram que quando os casebres são substituídos pelos apartamentos dos conjuntos, o convívio social fica comprometido. Fora isso, muitos habitantes perdem uma fonte de renda com a perda de seus negócios, antes mantidos em casa. No centro da cidade indiana de Mumbai está localizada a favela de Dharavi, uma das cinco maiores do mundo, com população estimada entre 600 mil e 1 milhão de pessoas. Valeu o intercâmbio!
Por incontáveis vezes ouvimos falar que uma alimentação saudável, rica em frutas e verduras, é importante para prevenir o câncer. Mais um estudo a respeito foi divulgado por cientistas americanos, no último dia 28 de março, associando maior incidência da doença ao tabagismo, falta de exercício físico e de alimentação adequada.
Mas o que a recente pesquisa não aborda é a relação da felicidade com o tema. Nesta semana, um chef indonésio chamado Jetro Rafael falou sobre alimentos que formam o que classifica como “prato feliz” e ajudam a reduzir casos de câncer. Ele divulgou a sensação de alegria existente na ingestão de salmão, repolho e mel. Além disso, nozes, banana e menta têm propriedades tranquilizantes, afirma Rafael.
Suas conclusões se baseiam em pesquisas feitas com ele mesmo, que se diz vítima de depressão e alterações de humor. O chef levou sua experiência pessoal ao restaurante em que trabalha nas Filipinas e confirmou os efeitos nos frequentadores. Todo o cardápio é organizado segundo os conceitos de influência alimentar nas emoções.
Você sabia que é grande a contribuição da Índia para o mundo na área de tecnologia da informação? De forma crescente, o país tem exportado PhDs em softwares para Europa e Estados Unidos. Aqui no Brasil, profissionais indianos ocupam cargos de coordenação e diretoria em instituições como USP, INPE e IPEN, estas duas últimas, ligadas a pesquisas espaciais e nucleares.
Por isso, de olho na Índia, a presidenta Dilma Rousseff viaja para lá no próximo dia 28 de março, a fim de oficializar a concessão de bolsas de estudo para brasileiros em universidades e centros de ensino indianos, nas áreas de engenharia genética e ciência e tecnologia, inclusive aeroepacial.
O acordo entre Brasil e Índia prevê ainda abranger as áreas de meio ambiente, cultura, relações consulares, promoção da igualdade de gênero e tecnologia e inovação. Os alunos “brasucas” serão direcionados possivelmente a instituições das cidades de Nova Delhi, Mumbai e Bangalore, de acordo com o governo federal.
A parceria entre os dois países faz parte do programa Ciência sem Fronteira, que financia bolsas de ensino superior a estudantes brasileiros no exterior. Dilma Rousseff vai participar de reunião dos chefes de estado do Brics, bloco formado por países emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).