A força dos mantras

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05
fev 2012

Nas águas do Ganges

A busca pela renovação de energias pode aparecer de mil maneiras, sendo forte a relação que se estabelece com a água, como nas praias brasileiras nas viradas de ano, onde se deixa levar tudo de indesejável e só positividade é atraída. Nesse mesmo sentido, na Índia, a tradição das águas repousa no Rio Ganges, considerado sagrado na religião Hindu e adorado por cerca de um bilhão de pessoas.

Acredita-se que este rio purifica a vida e a alma de quem se banha nele. Apesar da poluição, as pessoas entram no Ganges na certeza de limparem seus pecados e terem prosperidade em outras encarnações. Em memória dos mortos, é uma honra ser cremado às margens do rio, como na tradicional Varanasi, cidade com diversos templos situados em torno do percurso das águas. É comum o hábito de armazenar uma porção do Ganges em garrafa e conservá-la em casa, para ser utilizada na cura de doenças ou mesmo para um gole antes da morte.

Aliás, o que diz respeito à vida e à morte convive em harmonia nesse rio que espelha a cultura indiana. Juntamente com a movimentação de corpos, pessoas tomam banho, lavam roupas, escovam os dentes e animais, vivos ou não, também podem ser vistos na água. Além disso, redes de esgoto desembocam no local. Mas ainda assim, a força de uma crença não impede este lugar tão insalubre de ser um dos ícones de peregrinação do mundo. Entre os vinte maiores rios do planeta em fluxo de água, o Ganges nasce no Tibet e atravessa o norte indiano até chegar ao Oceano Índico.

 

05
fev 2012

Ano Novo em Bali

Festa, fogos, música e falação fazem parte da celebração do Ano Novo no Ocidente. Mas enquanto badalações de todo tipo são comuns por aqui, em Bali, na Indonésia, encontra-se o oposto: ao invés do barulho, o silêncio. Isso mesmo, saudar o ano que está por vir para balineses é um exercício de reflexão, reserva e quietude.

Diferente do calendário gregoriano, adotado pelos países ocidentais, a entrada de um novo ano em Bali acontece em março ou abril, sendo a data exata definida conforme o ciclo da lua em relação ao equinócio de primavera. Calendários lunares são utilizados pelos balineses, que determinam não somente o ano novo, como também outras celebrações, cerimônias e adorações religiosas.

O primeiro dia do ano é chamado Dia de Nyepi, que significa Dia do Silêncio. Nesta data, as restrições são severas, pois além de falar, é proibido realizar atividades normais diárias, como trabalhar, acessar meios de comunicação e transitar nas ruas, seja a pé ou em veículos, o que é assegurado pelos pecalangs, tradicionais seguranças da região. Além disso, durante a noite, as luzes devem ser reduzidas ao máximo.

Segundo a crença, tais procedimentos são necessários no Nyepi para que a ausência de luz e movimento na ilha engane as forças do mal, que então procuram vagar por outros lugares. Assim, a nova fase da vida começa limpa e controlada, repleta de paz e sorte.

Embora a prática do Dia do Silêncio seja isenta para os hotéis, turistas que estejam em Bali nessas 24 horas são convidados a respeitar a tradição, regressando aos quartos e fechando as cortinas ao cair da noite, para evitar a passagem de luz.

Três dias antes do Nyepi, acontece o Melasti, dia dedicado a limpar a natureza e se beneficiar da vitalidade do mar, lagos e rios, por meio de cerimônias cheias de cores, com figuras de monstros feitas de bambu, simbolizando espíritos malignos que devem ser expulsos da ilha. Em seguida, Tawur Kesanga é o nome dado ao dia que antecede o silêncio, quando muito barulho é produzido para exorcizar forças do mal, ao toque de gongos e tambores em ruídos assustadores.

Enfim, o Dia do Nyepi chega! E junto com ele, a proposta de agradecimento ao ano que passou e de um mergulho interior para melhorias no novo clico. Que neste fim de ano, todos busquem um momento de Nyepi em suas vidas. Não sendo por um dia, que seja por um minuto. Se for profundo e sincero, os benefícios serão incalculáveis!

FELIZ 2012 !!!

23
dez 2011

O Natal na India

Presentes de Natal

Decoração, comidas e rituais de Natal também estão presentes na India, apesar de o nascimento de Cristo ser comemorado em menor escala se comparado ao Brasil, que é o maior país católico do mundo em termos absolutos (cerca de 145 milhões de pessoas), segundo dados de 2009. Na cultura indiana, os costumes natalinos variam conforme a região, sendo comum enfeitar bananeiras e pés de manga, cujas folhas são usadas também para decorar casas, além de lâmpadas feitas de argila.

Sanna

Em alguns locais, faz-se jejum, já em outros, celebra-se o 25 de dezembro comendo sanna, um pão de arroz e coco servido com molho apimentado de fígado e carne de porco, chamado sorpatel. Essa combinação é encontrada no estado de Goa, que foi colônia portuguesa e tem uma das maiores populações cristãs da India. Doce de leite e maçã caramelada também são consumidos no Natal indiano, que inclui alimentos na troca de presentes, como nozes e frutas secas.

Bananeira de Natal

 

 

Aos amigos do Blog Balisun,

Shub Christus Jayanti !!!

Feliz Natal !!!

 
 

 

  

 

 

08
dez 2011

Entre alianças brasileiras e cordões indianos

Enquanto no Brasil o símbolo do casamento são as alianças, na India uma série de adornos são indispensáveis para oficializar uma união, especialmente usados pela noiva. Pela exuberante indumentária, eles representam a celebração da vida e da divindade. A peça mais tradicional é o cordão chamado de mangalsutra, que significa colar próspero e abençoado. Feito de mais de 100 linhas de algodão trançadas e pintadas de amarelo, o adereço só pode ser retirado em caso de morte do marido.

As jóias são supervalorizadas na India. Ao se casar, a noiva é presenteada com metais variados e, de acordo com a casta, o ouro predomina, simbolizando Lakshmi, a deusa do poder feminino. Diferente daqui, em que os bens do casal são administrados por termos de comunhão, por lá o único bem pertencente à mulher após o casamento são as jóias recebidas da sua família. Assim, se acontece o divórcio, ela somente tem direito de levá-las consigo, ficando todo o restante para o marido.

mangalsutra

mangalsutra

Na infelicidade de uma viuvez, a mulher deve deixar de usar os adereços, passando-os para as filhas. No calendário, outra diferença. Ao invés de maio, os meses de março e setembro é que são considerados tempos de noiva, quando cresce o movimento nas joalherias. Depois do cordão = mangalsutra, as peças mais usadas pelas indianas no casamento são: nath = brinco de nariz, bor = enfeite na testa e paizeb = tornozeleira com sininhos.

01
dez 2011

Não curti !

não curtiLiberdade de expressão está mesmo longe de existir mundo afora. De olho nos 800 milhões de usuários do facebook, o governo da Tailândia alerta que pode ser punido com até 20 anos de prisão, o internauta que se manifestar contra a família real tailandesa. Insultar monarcas se enquadra no crime conhecido como lesa-majestade, que tem punições severas naquele país.

Mesmo estrangeiros que acessem a internet fora da Tailândia devem ficar atentos se desejam viajar para lá. Isso porque caso publiquem, comentem ou “curtam” conteúdos contrários à monarquia na rede de relacionamentos, poderão ser alvo de processo ao ingressarem no país, conforme a lei local de crimes virtuais.

O regime monárquico tailandês puniu recentemente idoso de 61 anos que enviou mensagens SMS ofensivas à rainha. Condenado a 20 anos de prisão, Amphon Tangnoppakul tem servido de exemplo para alertas do governo.

24
nov 2011

Tanah Lot: arquitetura no mar de Bali

As paisagens naturais de Bali não são a razão única desta famosa ilha da Indonésia ser um dos locais mais visitados do Oriente. Isso porque seus admirados templos estão frequentemente incluídos no roteiro dos turistas, que chegam a dois milhões por ano na ilha. Tanah Lot é um dos que mais atraem os olhares.

Posicionado sobre uma pedra à beira do mar, é observado ao longe quando a maré está alta, enquanto os momentos de águas baixas são um convite a conhecer de perto essa maravilha hindu. O hinduísmo, uma das religiões do país, marca a origem deste templo que, por volta do século XVI, tornou-se local de meditação para um santo chamado Dang Hyang Dwi Jendra, resignado a dedicar sua vida a disseminar a doutrina hinduísta.

O nome Tanah Lot significa “terra nas mentes do mar”, em referência aos guardiões do mar, para preservar a religião, à época ameaçada por outras crenças locais. É comum deparar-se com balineses mais velhos no interior da construção abençoando os visitantes, que só têm acesso à parte externa.

O período entre os meses de maio e setembro, época da estação seca, é considerado o melhor para se conhecer a região de Tanah Lot , localizada na costa oeste do sul de Bali.  Além de apreciar a incrível arquitetura de pedra que resiste ao tempo, o lugar é garantia de um pôr-do-sol inesquecível!

Tanah Lot - Bali - Indonésia

 

18
nov 2011

Tudo na mais perfeita desordem indiana!

Rua caótica de Nova Délhi - IndiaQuem deseja conhecer a India deve saber que por trás do misticismo que cerca o país, embalado pela proposta de tranquilidade e equilíbrio dos incensos e mantras, há um lugar desordenado e caótico.

A começar pela loucura do trânsito e passando pela sujeira e miséria escancarada a cada esquina, fazer turismo na India pode ser uma decepção para aqueles que pensam que as conturbadas ruas indianas existem somente em novela de Glória Perez.

Sinais de trânsito são raros e se restringem aos grandes centros, ao passo que buzinas são fartas e tocam a todo instante. Além disso, o assédio de pedintes a turistas é incontrolável. Tudo isso em contraste com a beleza de uma rica arquitetura de templos, palácios e monumentos, como nas visitadíssimas cidades de Nova Délhi, Mumbai e Agra.

Mas saber previamente das contradições talvez não baste para visitar esta terra. Consultar uma agência de viagens e ter um bom guia à mão são medidas importantes para evitar surpresas desagradáveis, sobretudo para quem organiza todos os detalhes por conta própria. Assim, quando se chega a esse gigantesco país já sabendo o que irá encontrar pela frente, fica mais fácil transpor dificuldades, aproveitar a viagem e apreciar essa cultura milenar. Tudo na mais perfeita desordem!

Rua caótica de Nova Délhi - IndiaRua caótica de Nova Délhi - India        Fotos de Nova Délhi – India

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11
nov 2011

Incensos e a energia dos aromas

Difundido pelo mundo, o incenso tem origem oriental e influencia positivamente as pessoas levando harmonia ao ambiente. Vêm do Egito os primeiros registros de utilização de ervas aromáticas, que se dava inicialmente em rituais religiosos. Na Antiguidade, elas eram misturadas ao carvão para a queima, como uma forma de agradar os deuses no céu, pois acreditava-se que a fumaça perfumada subia ao encontro deles.

Depois, a prática de aromatizar ambientes se estendeu ao uso pessoal caseiro, como se verifica até hoje. Além de atuar no relaxamento, os incensos têm ação repelente e antibactericida. A India é o maior produtor de incensos do mundo. Desde as civilizações mais remotas, a cultura indiana se beneficia do prazer e bem-estar proporcionados pelo perfume das ervas.incenso

Cada aroma traz um sentido, veja alguns deles:

Alecrim: purifica o ar / Acácia: sucesso nos negócios / Maçã verde: boa saúde / Jasmim: para assunto de amor / Flor de laranja: calmante /  Hortelã: contra depressão / Eucalipto: concentração e raciocínio / Menta: estimula inteligência / Cedro: rejuvenescedor.

03
nov 2011

Os benefícios das mandalas

De origem oriental e com grande variedade de desenhos, cores e significados, as mandalas compõem interessante objeto de decoração e são instrumentos de benefícios à saúde física e mental. A palavra quer dizer círculo em sânscrito, uma das línguas oficiais da India. Elas propõem meditação, o que desenvolve o poder de concentração, perseverança e criatividade, além de prevenir e controlar o estresse.

Tais melhorias são alcançadas não apenas quando se olha diretamente para a mandala, pois basta que esta esteja no campo visual, sobretudo a parte do centro. Uma dica é posicioná-la em local visível no dia a dia, como na tela do computador, perto do telefone ou de locais onde se costuma sentar, deitar ou fazer refeições.

Vale lembrar que é bom trocar de mandala depois que uma tiver sido bastante utilizada.  À medida que os benefícios emocionais são sentidos, o aspecto físico também obtém ganhos, como mais energia e bem-estar.

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